O ASSALTO À CASA DE LEILÕES
O martelo acabara de selar um lance recorde de onze milhões de dólares quando as luzes da Casa de Leilões Blackwood tremeluziram e a Coroa Vermelhão desapareceu de sua vitrine — junto com a vida do homem que a havia vendido. Entre licitantes, seguranças e peritos ainda presos lá dentro esconde-se o assassino, e o relógio corre até a chegada da polícia.
VERIFICANDO SUA AUTORIZAÇÃO…
Projetando 'O Assalto à Casa de Leilões': Notas da sala dos roteiristas
Todo bom mistério ambientado numa casa de leilões vive ou morre pela tensão entre espetáculo e segredo — a multidão em polvorosa no Salão de Lances contra o silêncio climatizado da Antessala do Cofre. Construímos os quatro cenários para refletir essa divisão: o Salão de Lances é teatro, o Cais de Carga é logística, o Escritório de Avaliação é erudição, e a Antessala do Cofre é onde os três colidem, sem plateia, nos minutos antes de uma obra-prima trocar de mãos. Não é acaso que o assassinato aconteça na única sala sem público.
Os suspeitos foram escolhidos para representar os quatro tipos de pessoas que orbitam uma venda dessas, todos com um motivo plausível para querer a Coroa Vermelhão para si ou silenciar o homem que a vendia: o Licitante Rival que perdeu o leilão e pode querer vingança ou a própria coroa, a Perita cuja reputação depende de cada certificado que assina, o Chefe da Segurança que controla cada porta, e o Leiloeiro que mais lucra com a venda e controla a narrativa sobre o valor da coroa. Queríamos que os leitores suspeitassem menos do Leiloeiro à primeira vista — ele é o rosto da casa, quem encena a confiança a noite toda — e é exatamente por isso que sua compostura se torna a pista reveladora assim que a pista da abotoadura surge.